Chicão defende afastamento temporário de Alexandre de Moraes e pede cautela no uso político do caso

Presidente da Alepa e candidato ao Senado afirma que ministro precisa prestar esclarecimentos sobre fatos divulgados e diz que medida ajudaria a preservar a imagem do STF
O presidente da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) e candidato ao Senado, Chicão, defendeu o afastamento temporário do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), diante dos fatos recentemente divulgados envolvendo o magistrado e o caso Banco Master.
Em pronunciamento publicado nas redes sociais, Chicão afirmou que, diante das informações que vieram a público, Moraes precisa apresentar respostas claras e transparentes para esclarecer os questionamentos levantados.
Para o deputado, o afastamento temporário seria, neste momento, a medida mais adequada não apenas para permitir que o ministro apresente sua defesa, mas também para preservar a imagem e a credibilidade do Supremo Tribunal Federal.
A manifestação ocorre em meio à crise envolvendo informações relacionadas a mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O episódio provocou novos questionamentos sobre a atuação do ministro e levou o presidente do STF, Edson Fachin, a solicitar esclarecimentos formais de Moraes e de outras autoridades envolvidas no caso.
Apesar de defender o afastamento, Chicão ressaltou que o momento exige equilíbrio e sensatez. Segundo ele, os fatos precisam ser apurados sem que o episódio seja utilizado de maneira leviana ou eleitoreira para atacar o Supremo Tribunal Federal.
“Estamos em plena campanha eleitoral”, afirmou Chicão, ao defender que o debate seja conduzido com responsabilidade e sem transformar as denúncias em instrumento de disputa política.
A posição coloca o presidente da Alepa entre os agentes políticos que defendem o esclarecimento dos fatos e uma medida temporária em relação a Moraes, mas que também fazem uma ressalva quanto ao uso eleitoral da crise institucional.
A discussão ocorre em um momento de forte tensão no STF. Além dos questionamentos relacionados a Moraes, o caso também envolve o ministro André Mendonça, que tornou públicos elementos de um relatório da Polícia Federal relacionados às mensagens atribuídas ao ministro e a Vorcaro. Fachin determinou que os envolvidos prestem informações para esclarecer as circunstâncias do episódio.










