AçaíBot e Embarcação Copaíba foram apresentados pelo Sistema FIEPA durante painel da COP17 da Biodiversidade, na Armênia

Foto: Comunicação do Sistema FIEPA.
O Sistema FIEPA, por meio da Jornada Indústria +Sustentável e do SESI Pará, apresentou as iniciativas desenvolvidas na Amazônia durante a 17ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP17 da Biodiversidade), que acontece na Armênia até o próximo dia 30. Os projetos foram destaque no painel “AçaíBot e Embarcação Copaíba: Inovação amazônica para meios de subsistência mais seguros e sustentáveis”, realizado na terça-feira (27), que integrou a programação da Zona Verde do evento e promoveu o debate sobre soluções que aliam tecnologia, conservação ambiental e desenvolvimento sustentável.
A participação levou ao debate internacional experiências desenvolvidas no Pará que buscam responder a desafios específicos do território amazônico, como o acesso à saúde em comunidades ribeirinhas e a necessidade de ampliar a sustentabilidade das atividades econômicas.
Para Deryck Martins, coordenador técnico da Jornada Indústria +Sustentável, a presença no evento representa uma oportunidade de compartilhar experiências regionais e ampliar o reconhecimento de soluções construídas a partir das necessidades da Amazônia.
“A participação nos debates da COP17 é fundamental, sobretudo para a região amazônica, pois temos a bioeconomia e uma biodiversidade bem ampla. Apresentamos dois projetos que têm sido desenvolvidos no estado do Pará e que elencamos dentro da Jornada Indústria +Sustentável como projetos exitosos, que são o SESI Saúde Conectada - Embarcação Copaíba e o AçaíBot, que se relacionam com comunidades no território amazônico, trazendo inovação e tecnologia para a conservação da biodiversidade”, destacou.
Entre as iniciativas apresentadas, a embarcação Copaíba busca ampliar o acesso aos serviços de saúde em localidades de difícil acesso, contribuindo para a continuidade do acompanhamento médico de populações ribeirinhas e de trabalhadores vinculados a atividades industriais na região fluvial. A proposta também incorpora práticas sustentáveis, como o uso de energia limpa, e ações educativas voltadas à população.
Segundo Jacilaine de Souza, gerente executiva de Saúde e Segurança do SESI Pará, o projeto procura conciliar assistência à saúde, sustentabilidade e inclusão social, considerando as particularidades geográficas da região amazônica.
"É uma iniciativa que une desenvolvimento industrial, responsabilidade social e inovação tecnológica para gerar um impacto duradouro sustentável. Aos trabalhadores da indústria, garante acesso facilitado a consultas especializadas e exames através da telessaúde, permitindo o monitoramento contínuo da saúde ocupacional, com redução do absentismo, promovendo maior bem-estar e produtividade sustentável. Às comunidades atendidas, assegura a inclusão sanitária de populações ribeirinhas de difícil acesso, integrando o atendimento médico a práticas de sustentabilidade e tecnologias limpas, fortalecendo a rede de proteção social na região", reforçou Jacilaine.
Iniciadas em 2026, as operações do Copaíba já alcançaram 55 localidades, com aproximadamente 700 atendimentos e mais de 3 mil exames realizados, conforme os dados apresentados pela representante do SESI Pará. Os resultados demonstram o alcance inicial da iniciativa e a possibilidade de ampliar o acompanhamento das condições de saúde das populações atendidas.
Outro destaque foi o AçaíBot, equipamento de colheita mecanizada de açaí desenvolvido e patenteado pela empresa paraense KAATECH Food Machines Ltda. Operado por controle remoto, o sistema permite colher frutos em palmeiras que podem alcançar até 20 metros de altura, reduzindo a necessidade de escalada e, consequentemente, os riscos de acidentes de trabalho.
A tecnologia também contribui para a conservação da floresta ao oferecer uma alternativa à derrubada de palmeiras para a extração de palmito, prática que compromete a regeneração dos açaizais. Ao associar inovação tecnológica, segurança dos trabalhadores e valorização da produção de açaí, o projeto exemplifica como soluções desenvolvidas na Amazônia podem fortalecer a bioeconomia e conciliar geração de renda com conservação da biodiversidade.
A apresentação dos projetos na COP17 reforça a importância de aproximar a inovação industrial dos desafios ambientais e sociais da Amazônia. Ao compartilhar experiências desenvolvidas no Pará em um espaço internacional de discussão sobre biodiversidade, o Sistema FIEPA amplia a visibilidade de soluções regionais e contribui para o debate sobre caminhos que conciliem conservação dos ecossistemas, inclusão social e desenvolvimento econômico sustentável.










