Natura e Embrapa debatem preservação de manguezais com comunidades extrativistas do Pará
Iniciativa Floresta Azul amplia parceria para desvendar as chamadas "outras Amazônias" e destaca o protagonismo comunitário na conservação costeira

Foto: Vinícius Braga
A Natura, em parceria com a Embrapa, reuniu comunidades extrativistas do Pará para debater metodologias de monitoramento e construir, conjuntamente, indicadores ecológicos de conservação dos manguezais. O encontro envolveu moradores das Reservas Extrativistas (Resex) Mãe Grande de Curuçá e Marinha Mestre Lucindo, em Marapanim.
O projeto Floresta Azul investiga o potencial dos manguezais como aliados vitais no combate às mudanças climáticas. Ao medir o chamado "carbono azul" — o carbono retido em grandes volumes no solo e na vegetação desses ecossistemas —, a iniciativa reafirma a importância estratégica dos mangues para o equilíbrio do planeta. Além disso, busca identificar potenciais inovações em bioativos em colaboração com as comunidades tradicionais que guardam o território. O estudo também promove a valorização dos múltiplos serviços ambientais do manguezal diretamente com as populações locais.
“Olhar para os manguezais permite à Natura unir ciência de ponta ao desenvolvimento social e ambiental Queremos levar o modelo de regeneração que validamos na Amazônia para outros ecossistemas ameaçados. Nosso foco é entregar diferenciação cosmética com compromissos concretos com o futuro desse território e das populações que o preservam”, afirma Manuel Rios Krauss, Diretor Executivo de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Natura.
Esta nova frente de pesquisa expande a expertise de duas décadas da Natura na Amazônia para as chamadas “outras Amazônias”, ecossistemas de transição onde condições extremas forçam a vegetação a desenvolver ativos naturais altamente potentes. A iniciativa reforça o papel da Natura como parceira de longo prazo e articuladora desse ecossistema de inovação e bioeconomia regenerativa. A eficácia desse modelo já é comprovada pela manteiga de ajuru, utilizada na linha Natura Chronos. Com potente ação antioxidante e foco na firmeza da pele, o ingrediente demonstra que ambientes desafiadores são fontes valiosas de inovação cosmética de alta performance.
”Compreender a complexidade do manguezal só é possível porque os moradores da região dividem conosco o que observam há gerações. Não chegamos com respostas prontas, nós cruzamos a vivência deles sobre o comportamento da natureza com a nossa análise técnica de solos e raízes. É um diálogo científico e humano de via dupla, onde a comunidade é a nossa principal parceira de pesquisa”, diz o pesquisador Alessandro Carioca, da Embrapa Amazônia Oriental.
Para a Natura, o compromisso climático atua como um catalisador de uma atuação estruturada que une a investigação científica de ponta, a sabedoria tradicional e a conservação dos ecossistemas. O estudo em parceria com a Embrapa é fundamental para compreendermos as dinâmicas do carbono armazenado no território e alinharmos estas medições às evoluções de padrões globais rigorosos de contabilização de carbono, ao mesmo tempo em que fortalecemos cadeias produtivas estratégicas e contribuímos para a resiliência e o protagonismo das comunidades fornecedoras.
Há 20 anos, a parceria entre Natura e Embrapa nascia do desejo comum de unir ciência, inovação e biodiversidade. Desde então, os projetos de cooperação entre as instituições demonstram que é possível conectar o conhecimento técnico-científico à geração de modelos de desenvolvimento sustentável, gerando benefícios para toda a cadeia envolvida.










