Daabon consolida presença no Brasil com aquisição da Agropalma no Pará

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Em um movimento estratégico que reforça sua expansão no mercado brasileiro, o grupo colombiano Daabon anunciou a aquisição de 100% das operações da Agropalma no estado do Pará. O negócio, cujo valor não foi divulgado, envolve ativos de grande relevância para a cadeia produtiva de óleo de palma no Norte do país, incluindo uma refinaria na região da Grande Belém, seis unidades extratoras e um total de 107 mil hectares, dos quais mais de 40 mil são áreas cultiváveis e prontas para produção.
A transação marca uma mudança de controle importante no setor, já que os ativos pertenciam à Apar, holding da família Faria, e agora passam para o comando de um grupo internacional com forte experiência no cultivo sustentável de palma.
A expectativa é que o fechamento do acordo ocorra em até três meses, dependendo da aprovação das autoridades regulatórias competentes. Esse tipo de transação é comum em setores intensivos em capital, como o agroindustrial, e reflete a busca por otimização de portfólios e realinhamento estratégico por parte de grandes grupos familiares.
Com a aquisição, a Daabon demonstra sua intenção de consolidar e expandir sua atuação no Brasil, especialmente no Pará, que é um dos estados com maior potencial para o cultivo de palma, graças ao clima favorável e à disponibilidade de terras.
Investimentos
A empresa planeja investir na modernização das unidades produtivas, aumentar a eficiência operacional e, principalmente, gerar empregos locais, fortalecendo sua presença com ações alinhadas aos princípios ESG (ambientais, sociais e de governança). Essa abordagem atende às exigências do mercado global e busca construir relações duradouras com as comunidades locais.
A entrada da Daabon no Pará também representa uma nova fase para o setor de óleo de palma no Brasil, que vem crescendo em importância tanto para o mercado interno quanto para exportações. Com a aquisição, o grupo colombiano passa a apresentar potencial para influenciar práticas produtivas, padrões de sustentabilidade e até mesmo a dinâmica de preços no mercado nacional.
O movimento também sinaliza o interesse de investidores internacionais em ativos agroindustriais brasileiros, especialmente aqueles com potencial de crescimento e alinhamento com critérios ambientais e sociais cada vez mais exigidos pelos consumidores globais.










