FIEPA busca novos negócios para a indústria paraense na Guiana
Missão em Georgetown mira oportunidades geradas pelo petróleo da Margem Equatorial

Foto: Comunicação Sistema FIEPA
Representantes do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (Sistema FIEPA) cumprem agenda em Georgetown, capital da Guiana, como parte da Missão Preparatória Internacional - Prospect Guiana 2026. A comitiva visitou a Go-Invest Guyana, agência de promoção de investimentos do país, a Câmara de Comércio de Georgetown e o Ministério da Agricultura. Também foram feitas visitas a outros ministérios, além de portos e organizações da iniciativa privada. O objetivo é aproximar as instituições, conhecer as demandas locais, prospectar oportunidades para a indústria paraense e fortalecer a relação comercial entre os dois mercados.
Impulsionada pela produção offshore de petróleo na Margem Equatorial, a Guiana se tornou uma das economias que mais crescem no mundo. Segundo o Bureau of Statistics do país, o PIB guianense cresceu 19% em 2025. O avanço amplia a demanda por insumos, máquinas, materiais de construção, bens de consumo e serviços, abrindo espaço para fornecedores externos.
Coordenada pelo Sistema FIEPA, por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN), com participação da Redes FIEPA, a missão busca identificar oportunidades para que empresas do Pará forneçam produtos, serviços, soluções e suprimentos ao mercado guianense. A iniciativa também levanta informações estratégicas sobre o ambiente de negócios local.
De acordo com o CIN, o comércio entre o Pará e a Guiana ainda é incipiente. De janeiro a junho de 2026, o estado exportou US$ 250,8 mil para o país, ocupando a 15ª posição entre os estados brasileiros, com o pargo como principal produto. A fronteira terrestre entre Roraima e a Guiana e o acordo de preferências tarifárias em vigor desde 2004 reforçam o país como mercado estratégico.
Para o presidente do Sistema FIEPA, Alex Carvalho, a missão reafirma o compromisso da instituição com o desenvolvimento industrial, a internacionalização das empresas e a atração de investimentos. “Este é um primeiro passo para ampliar o diálogo com o mercado guianense e preparar a indústria paraense para ocupar espaço nas cadeias produtivas geradas pela produção de óleo e gás e de outros produtos que estão impulsionando o crescimento da Guiana”, afirma.
Segundo ele, o Pará reúne credenciais sólidas para essa parceria. “Temos os melhores índices industriais da Amazônia, experiência em grandes empreendimentos de mineração, metalurgia, energia e infraestrutura, além de logística e localização favoráveis ao comércio exterior. Construímos uma cadeia de fornecedores preparada para operar com a qualidade, a segurança e a escala que esses projetos exigem”, diz.
“A Margem Equatorial é uma nova fronteira de desenvolvimento para a nossa região, e o Pará quer estar presente nessa cadeia de oportunidades. Então, fortalecer os laços com vizinhos que compartilham a mesma vocação industrial é estratégico”, conclui.










