Dia do Feirante: projeto transforma vendas em renda e amplia oportunidades para mulheres em Belém

Foto: Divulgação Suzano
Para quem passa por uma feira, a compra de um bolo, uma peça de artesanato, uma bolsa ou um alimento preparado de forma caseira pode parecer apenas uma escolha do dia, mas, para quem está atrás da banca, cada venda representa a renda que ajuda a pagar as contas, manter a casa, investir no próprio negócio e garantir a continuidade de uma atividade construída muitas vezes dentro da própria família.
Em Belém, a Feirinha Sustentável promovida na unidade da Suzano, no bairro da Sacramenta, se consolidou em um desses espaços de geração de oportunidades. Criada em 2023, a iniciativa reúne mulheres empreendedoras da comunidade em um ambiente que aproxima produtoras e consumidoras, amplia a visibilidade dos pequenos negócios e cria uma nova possibilidade de comercialização.
Entre janeiro e julho de 2026, foram realizadas 67 edições da Feirinha, com a participação de 15 mulheres e um total de cerca de R$ 50.231 em vendas. Mais do que os números, o resultado representa a movimentação de pequenos negócios conduzidos por mulheres que encontram na atividade uma forma de contribuir para o orçamento de suas famílias e, em muitos casos, manter vivo o próprio empreendimento.
A artesã Thais Helene Rodrigues Martins, viu a vida profissional e financeira passar por uma grande mudança desde os tempos em que precisava pedir dinheiro emprestado quando o gás de cozinha acabava. Nos últimos anos o trabalho rendeu reformas na casa, compra de eletrodomésticos novos e até a sonhada troca da máquina de costura. “Eu fiquei bem mais profissional, devido às capacitações promovidas pela Suzano, melhorei muito em todos os sentidos. Tive reconhecimento, a divulgação, a valorização do meu trabalho, é bom a gente ser valorizado pelo que a gente faz. E eu acredito que essa transformação pessoal trouxe melhorias para a minha vida, para a vida dos meus filhos, inclusive emocionalmente, porque a gente podendo pagar nossas contas, proporcionar coisas básicas, tudo vai fluindo.”, afirma a artesã.
É justamente essa relação entre trabalho, família e autonomia que ajuda a explicar a importância da iniciativa. Para muitas empreendedoras, o negócio não termina na banca: começa na cozinha de casa, na máquina de costura, na escolha dos materiais, na preparação dos produtos e segue até o momento em que o cliente decide comprar. A renda obtida retorna para a família ou para o próprio empreendimento, criando um ciclo que permite continuar produzindo, comprar insumos, ampliar a oferta e buscar novos mercados.
A experiência da Feirinha Sustentável também reforça uma característica tradicional das feiras, a capacidade de aproximar quem produz de quem compra e fazer o dinheiro circular dentro da própria comunidade. “Na Suzano, acreditamos que apoiar iniciativas de empreendedorismo é também contribuir para a geração de renda, a autonomia e o desenvolvimento das comunidades onde estamos presentes. Projetos como a Feirinha Sustentável criam oportunidades para que mulheres fortaleçam seus pequenos negócios, ampliem sua visibilidade e contribuam para o sustento de suas famílias. É esse tipo de parceria que buscamos incentivar: iniciativas que geram oportunidades e ajudam a transformar realidades de forma sustentável”, afirma Diego Carrara coordenador de relacionamento social da Suzano.










