Painel na FIPA 2026, mediado por Daniel Sobrinho, debate o papel da Amazônia na era das baterias e do armazenamento de energia
Encontro mediado pelo diretor da FIEPA reunirá especialistas do setor energético para discutir oportunidades, regulação e inovação para a indústria e a sociedade.

Foto: Acervo pessoal.
A XVII Feira da Indústria do Pará (FIPA 2026) incluirá em sua programação técnica um debate estratégico sobre transição energética e desenvolvimento sustentável. O painel “A Amazônia na era das baterias: desafios e oportunidades do armazenamento de energia” será realizado na próxima sexta-feira (22) e contará com a mediação de Daniel Sobrinho, diretor da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA).
O encontro reunirá Santiago Gonzalez, diretor geral da Amara Net Zero; Bárbara Rubim, presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR); e João Caracas, gerente de Novos Negócios da Echoenergia. O objetivo é discutir os impactos da expansão das energias renováveis, os desafios tecnológicos e estruturais do armazenamento de energia e as oportunidades econômicas para a Amazônia diante da demanda global por soluções energéticas mais sustentáveis.
Daniel Sobrinho destacou a qualidade do time reunido para o debate. “O público pode esperar um grande painel. Nós vamos ter o João Caracas da Equatorial, um executivo de alto nível; Santiago González, que vai trazer uma abordagem técnica do armazenamento de energia; e Bárbara Rubim, presidente do Conselho da ABSOLAR. Então, vai ser um debate muito bom. Os empresários que forem, com certeza, vão arrumar soluções para os seus negócios”, apontou Sobrinho.
A programação do painel também abordará inovação industrial, segurança energética, investimentos em infraestrutura, novos modelos de negócio e o potencial estratégico da região amazônica na cadeia da transição energética. Um dos temas centrais será o papel das baterias no novo cenário regulatório brasileiro.
Sobrinho explicou como o armazenamento de energia pode beneficiar tanto a população quanto o setor produtivo, especialmente diante da chamada “taxação do fio B”, estabelecida pela Lei 14.300 de 2022.
“Esse sistema é muito relevante para a sociedade e para a indústria. Primeiro, porque a partir da Lei de 2022, existe agora uma cobrança gradual do que chamamos de taxação do fio B, que é como se fosse um pedágio cobrado pelas redes elétricas para a energia solar circular. O armazenamento, no caso, a pessoa pode usar bateria para carregar durante o dia e usar à noite, ou seja, evitaria essa cobrança do fio. Também em situações de falta de energia, a bateria entraria para não deixar a pessoa ficar sem energia.”
No caso da indústria, as aplicações são igualmente relevantes. “As indústrias normalmente têm tarifas diferenciadas. Tem uma tarifa que é muito mais cara no nosso estado, cerca de oito vezes mais cara, que é no horário da ponta, que chamamos de horário de 18h30 às 21h30. A bateria pode entrar nesse horário: carregaria no horário barato e consumiria nesse horário de pico. Pode ser usada também junto com o mercado de energia livre, pode ser usada também para backup em caso de falta de energia”, explicou o diretor da FIEPA.
Além da relevância do armazenamento energético para a população e para as indústrias, o debate irá abordar o papel da Amazônia e os desafios da região dentro do setor energético. As inscrições para o Congresso Técnico da FIPA 2026, assim como para a feira de exposições, estão abertas e devem ser feitas pelo site fipa.fiepa.org.br










